segunda-feira, 19 de março de 2012

Olhos nos olhos.


Quando pus meus olhos em você

Ceguei-me para o resto do mundo

Eu posso estar louco,

Guardei-te por tão pouco

Mas não vou me conformar, meu bem

Eu vou te ensinar como se ama o amor


Porque tristes seriam os sonhos,

Se teu rosto em minha memória

Não trouxesse recordações daquele sorriso

Guardado em fotografia,

E só de vê-lo novamente

Eu cantei alegremente


R. = Então vem, toca teus lábios nos meus

E me deixa sentir teu calor

Só eu posso te mostrar

Que quando nossos corpos se entrelaçam

É tão bom ser dois em um.


Essa coisa de brincar com o destino

Vai nos deixar loucos, meu bem

Teu lugar é ao lado meu

Então vem para a cama,

Eu quero sonhar outra vez

E dessa vez meus olhos

Não vão te perder de vista

Então aquieta teu coração

E deixa para trás teus medos

Porque eu vou cuidar de você


R. = Então vem, e encosta tua mão na minha

Que faz frio lá fora

E só eu posso te mostrar

Que quando meus olhos olham para os teus

No ritmo da batida,

Nossos corpos queimam.


Volta logo,

Antes mesmo de ir embora

Porque os teus pés andam fincados no chão

E os teus braços me protegem da solidão

Só eu te fiz sentir daquela forma

Então olha nos meus olhos

E diz que não sente o que sinto agora.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

No Found.

Menina aquieta teu coração, uma hora ele virá, quando for para ser teu. Não se culpe pelos que se foram, nada disso foi culpa tua. Culpe aquele cujo chamam de destino, se assim preferir... Ambas sabemos que essa teoria é pura tolice. É apenas uma das coisas que nos colocam na cabeça e lá ficam impregnadas. Um pretexto qualquer para culpar o destino em seu lugar, diminuindo assim o peso nos seus ombros. Ah! É tão fácil alimentar essa idéia de que ‘’tudo ocorre porque está predestinado’’ e não porque nossas escolhas afetam nossas vidas. Mas no fundo sabemos que é ‘’pura besteira’’. A realidade é que você se culpa por aqueles benditos números que não conseguiu terminar de discar no telefone para completar aquela chamada. Por aquela quantidade excedente de cigarros e bebidas que você usou para anestesiar a sua dor, trancafiando seus ressentimentos em um cofre blindado e deixando a paranóia controlar seus impulsos. Por todas aquelas vezes em que você se calou, mas que deveria ter dito e das que você disse, quando deveria ter permanecido em silêncio... Mas a culpada mesmo é essa sua inconstância assustadora, que devora os corações alheios e que quando se sacia, parte... E quando se cansa, volta. Dessa sua terrível mania de não conter-se, entregando suas promessas e desejos mais sórdidos em mãos que não estão equipadas para receber tal responsabilidade. Dessa mania de tentar selar a tua alma nas outras almas de todas as formas. Dessa tua esperança depositada a cada beijo vespeiro. Essas incertezas... Isso vai acabar te destruindo por dentro, garota! Recolha esses cacos espalhados e guarde-os dentro de si. Vista sua capa de proteção, e não a tire enquanto sentir-se insegura. Vista teu melhor sorriso e encha seu coração aos pouquinhos. Mas aquiete-o, pois isso não é coisa que se pode controlar, é apenas algo que a torna parte de quem é.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Eternidade mórbida.



É tão triste pensar que um dia você não estará mais aqui para cuidar de mim, ser feliz ao meu lado e me ajudar a ser exatamente quem eu sou só que de uma forma que só você me vê: extraordinária, sem disfarces... Ou que eu não estarei mais aqui, para estar ao seu lado até o seu último suspiro, e espero que esse seja nos meus braços, depois de uma longa vida de amor, carinho e cumplicidade, pois é tudo o que posso oferecer a você: uma eternidade de amor... Mas que coisa é essa que chamam de eternidade que não se pode ser eterno enquanto se está vivo? A morte!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Os olhos.


São esses olhos, que tudo vêem, mas nada enxergam. Mirando-se em um espelho que transparece apenas um desfalque do reflexo da alma. Uma mancha, no lugar daquilo que deveria ser o mais importante: o interior. Mas esses olhos que se dizem tão espertos, são tão ingênuos diante da grandeza do exterior. Só enxergam o que bem os convêm: aqueles que brilham por fora, que reluzem de maneira tão intensa, que os atrai. Entretanto, por dentro é infinitamente obscuro, negro, vazio e sem nenhuma formosura. Talvez por essa razão, os bons olhos não consigam vê-los como realmente são. Aquela ruína que há dentro do ser. Não me refiro a qualquer ser, mas aqueles seres pútridos. Pois, suas máscaras os acobertam de tal forma, que eles se escondem sob falsas aparências, mostrando assim, apenas aquilo que é belo, embora passageiro... Portanto, mesmo com toda a beleza do mundo, quando é chegada a hora de ir para o túmulo, todos possuem o mesmo aspecto: de um morto. Eles deixarão nada em vida, pois nada foi plantado. O encantamento se foi, pois nada dura para sempre: somente o amor... O que se guarda nos olhos, não se guarda no coração.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Querido.


Querido, devo confessar que sabia que assim seria. Eu iria mais cedo ou mais tarde senti-lo pulsando fortemente em meu peito como um pássaro que voa rumo ao desconhecido e finalmente encontra seu lar. Tentei com todas as forças me conformar de que certo não seria, nem comigo e nem contigo, mas não sou de conformismos. Por isso choro, toda vez que em meu travesseiro repouso minha cabeça, pois não consigo aquietar meu coração. Lembro-me deste teu sorriso de menino moleque que parece sempre querer algo mais, algo que é indecifrável. Decidi então entregar-te meu único bem. Aquele que carrego em meu peito e protejo para que possa permanecer o mais intacto possível, assim que gostaria de entregá-lo. Por inteiro, de uma só vez e não aos poucos, pedaço por pedaço... Sempre me achei como um som de cazuza que se diz ‘exagerado’. Assim que me sinto na maioria das vezes. Sinto como se deve sentir: amor – paixão – gostar – estar afim. Enfim.

Estou traindo a pessoa que sou para poder dizer-te isto, mas não queria que você partisse sem ao menos saber o que se passa dentro de mim. Imagino que seja meio confuso para você, mas é assim que me sinto a maioria do tempo e nem ao menos sei explicar do que se trata. São tantos sentimentos saltando por entre meu interior ao mesmo tempo, é impossível assimilar. Só queria que soubesse que se existia algum orgulho em mim, ficou para trás, detrás da porta do quarto em que o vi, não pela primeira vez, mas por um ângulo diferente. Com novos olhos. Enfim... Entreguei-o tudo aquilo que me pertencia e então chegamos nesse impasse, metade a metade. Parte sua diz que sim e outra que não. Qual delas representa sua verdade? Passei a observar seus olhos, esses não mentiriam, por mais treinados que fossem. Tentei ler seus sinais, por mais confusos que me pareciam, e me vi perdida. Presa em uma estrada com dois caminhos e não sei qual dos dois trilhar. Mas não continuarei com melodramas baratos de boteco de esquina... Só quero dizer que amo o jeito que você faz eu me sentir e não queria perder isso, mas se tiver que ser assim, assim será. Apenas não se esqueça em nenhum momento que eu amo a pessoa que você é. Do jeito que é, não importando o que. É você, desse mesmo jeito que me agrada e que me faz feliz, nesse pouco tempo, nos pequenos momentos em que fomos nós dois apenas. Os meros detalhes. Guardei cada pedacinho de ti em minha memória. Foram esses detalhes que a princípio pareciam insignificantes e me pegaram. Não vou esquecer-me disso, jamais. As boas coisas devem ser imortalizadas, como uma canção.

Adoro-te, queria poder dizer: amo-te. Mas talvez seja cedo ou tarde demais.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Nocivo.


Quando mirou para dentro de si, estava apegado a algo que até então desconhecia. Embora duvidasse, possuía um grande otimismo e se agarrava a qualquer fiasco de esperança. Pensava que valia à pena acreditar em algo, ou não existiria razão para se estar vivo. Magia... Sua busca era infindável, ele queria a bendita magia. O descompasso do coração. Aquele sentimento infeliz que todos se agarram desesperadamente. Todos querem sentir esse infortúnio. Ele também queria, e por que não haveria de querer? Não é atrás desse mal que vivem os homens? E ele era como todos... E eu com a minha ingênua concepção de que ele não iria querer tocar no tão desejado pote d’ouro: ‘ Ninguém irá se machucar dessa vez, sem mais dramas ‘. Sem mais dramas, seria o mesmo que dizer: sem mais vida. Eu só queria saber: quem diabos o permitiu plantar esse sentimentozinho infeliz em seu coração?E não ouse dizer que fui eu, não me culpo por isso. Eu fiz o que tinha que ser feito, fiz tudo como estava escrito no manual: diga sempre a verdade. E eu disse... ‘Eu não o quero (pelo menos não mais). Eu já o vi uma vez, já o senti. Eu sei do que ele é capaz. Não deixe que a magia o engane, esqueça as melodias e as pulsações. Nada disso compensa o estrago que ele pode fazer. ’ Mas ele era teimoso o bastante para querer, e ele queria... Ah, como ele queria aquela coisa nociva denominada: amor.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O conto do solitário .







Descobriu que escrevia mais do que falava...Quando observou escondendo-se em um casulo, o medo de olhar por entre o véu da vida já mostrava-se real. E assim não mais ouvia, só lia e como lia. Não hesitou, sucumbiu ao abatimento. Era tarde, já o tinha visto partir. O desgosto que o prendia na escuridão e escondia sua face sob as sombras. Não resistira, era muito fraco diante da perda.Tão intensa era a lástima que se alastrava pelo ar, ofuscando o brilho do olhar. Deixando-o cada vez mais preso em um círculo vicioso. Tentava permanecer imutável. No entanto, era sensível as mudanças. Sentia o pesar da melancolia, desejava ser intransponível.Porém, tudo mudava na imensidão do exterior. Apenas lá dentro permanecia igual, mas era só tristeza. Pensava: ''Ilusório, apenas imaginação''. Entretanto, não cessava, era real! O sonho não vivido, o sentimento estava vívido. Queria que nunca houvesse visto, nascido ou existido. Assim seria menos penoso aceitar. Se não fosse tão fastidiosa e solitária a passagem, dividiria um teto a dois. Mas sabia ele que esse não era seu destino. Seria divino ou seria amado. No seu mundo não havia espaço para ambos. Escrevia. Sabia que as palavras eram suas únicas companhias.